Garantir a soberania e o Estado de Direito
As Missões de guardião da soberania e defesa da integridade territorial estão intrinsecamente ligadas ao desenvolvimento da economia nacional, bem como dos valores da democracia e Estado de Direito.
O facto foi defendido ontem, em Boane, província de Maputo, pelo Chefe do Estado e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi, no encerramento do 6.º curso de formação de sargentos do quadro permanente das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.
Segundo o Presidente da República, aqueles pressupostos tornam possível a existência de Moçambique como nação.
Dirigindo-se aos graduados, Filipe Nyusi recordou-lhes que o período que se segue é um longo percurso de aprendizagem prática.
“A profissão que escolheram exige que continuem sempre a aprender (…), que tenham sempre presente que a vossa graduação não é um fim em si, mas a conclusão de uma etapa formativa. Lembrem-se de que cada batalha será diferente da anterior. O povo a quem juraram servir vai aferir o vosso nível de organização, de solidariedade e de competência durante o cumprimento das vossas missões (...) A vossa bravura e prontidão operacional serão avaliadas pela vossa resposta aos desafios da defesa da pátria e pela capacidade de manutenção da paz e estabilidade do país. Serão igualmente honrados pela garantia da defesa da unidade nacional e da soberania do nosso belo Moçambique e pela imposição do respeito à lei-mãe – a Constituição da República”, frisou.
Realçou o facto de a graduação acontecer num ano particularmente importante, em que se comemoram os 40 anos da independência forjada e defendida pelas Forças Armadas.
Prometeu que o Governo vai continuar a apostar no capital humano, porque é o maior activo para o alcance dos objectivos no quadro da implementação do programa de governação.
“Neste caso específico, são os principais actores para a implementação da política de defesa nacional. A formação está directamente associada à prontidão militar para o cumprimento das missões”, acrescentou.
Dentre outros papéis, salientou que o sargento é o agente directo da transmissão dos valores cívico-patrióticos e de cidadania que caracterizam as forças armadas e fiel transmissor do legado heróico e glorioso dos jovens de 25 de Setembro.
Neste sentido, exortou ao Ministério da Defesa Nacional a continuar a prestar o apoio multiforme necessário aos recém-graduados como forma de acelerar o desdobramento orgânico das unidades ao longo do país.
O Estado Maior-General das FADM foi instado ainda a operacionalizar, com o devido profissionalismo, aquele estabelecimento do ensino militar a fim de assegurar que a formação dos sargentos seja qualitativa e quantitativa.
“A presença do sargento deve-se sentir em todos os ramos, unidades e serviços das FADM. O currículo deve estar sempre actualizado e ajustado aos novos desafios para o alcance da eficiência e alto desempenho interactivo e gradativo das nossas forças”, indicou.
Os sargentos foram formados atendendo o seu ramo e especialidade. Atenção particular foi dada à educação cívico-patriótica, práticas produtivas, entre outras.
O Ministro da Defesa Nacional, Salvador Ntumuke, garantiu, na circunstância, que a formação constitui uma aposta estratégia a par das infra-estruturas, logística e saúde militar.
Os graduados juraram estar prontos para servir porque receberam as ferramentas necessárias.
Para além de dignitários do Exército e das autoridades civis, tomaram parte na cerimónia familiares dos graduados e membros da comunidade.